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Lenços contam histórias


Nefertite

É difícil dizer quando o lenço apareceu como um verdadeiro acessório de moda.

O primeiro exemplo amplamente registrado de um lenço data de 350 antes de Cristo, quando a rainha egípcia Nefertiti usava um tipo de tecido fino como ornamento do vestuário.

Em 230 AC os guerreiros do imperador chinês Cheng usavam lenços para denotar posição.

Em outros tempos, os homens romanos no ano 10 DC amarravam versões de linho chamadas sudarium (latim para "pano de suor") ao redor do pescoço ou ao redor da cintura para limpar ou absorver o suor.

Bem mais tarde, por volta do século 17, o uso de lenços de seda passa a ser uma indicação de classe e status: os soldados croatas de alta patente usavam lenços de seda enquanto outros recebiam lenços de algodão.

Os homens também usam lenços. Historicamente, talvez quem possa ser considerado o exemplo mais antigo de elegância é Beethoven, que foi o primeiro a tornar o lenço uma declaração de moda em 1810, reformulando seu visual e complementando seus ternos elegantes, camisas com lenços de seda.

Várias décadas depois, em 1837, a rainha Vitória ascendeu ao trono e foi durante seu reinado que os lenços de seda se tornaram um acessório para a nobreza, um símbolo de luxo. No império da rainha Vitória o sol nunca se punha e ela reinou por muitos anos, por isso que ela influenciou tanto o mundo da moda, como os costumes em geral (por exemplo o hábito de enviar cartões de Natal, entre outros).

Assim, ao longo da História foram muitas evoluções e o que sabemos é que a mulher se amparou com rapidez da ideia de usar lenços de diferentes formas, cores, materiais e estampas que mudaram com o tempo e as tendências da moda.

Do final do século 19 até hoje, os lenços se tornaram um acessório sofisticado.

O maior exemplo é o famoso lenço de seda Hermès. Na França, é comum as famílias oferecerem um lenço Hermès quando as meninas fazem 15 anos. Também para quem completa 50 ou 60 anos, neste caso cabe um maior, de lã e seda, igualmente lindo.